Ibirarema perdeu na tarde da última quinta-feira (19/02) o comerciante Aparecido Antônio Ziglio, o popular “Nicão do Açougue”. Figura muito conhecida e querida através da tradição no comércio, Nicão contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento da cidade. Ele faleceu em um hospital de Ourinhos e sua morte gerou grande comoção entre os que moram na cidade e da área, com diversas manifestações de pesar em redes sociais.
Nicão não foi somente um comerciante: auxiliou a solidificar a identidade cultural da cidade e da área. Por décadas, seu açougue foi ponto de encontro, de conversa, de amizade e de preservação da tradição. A famosa linguiça que produzia, dando continuidade ao trabalho de seu pai Avelino Ziglio, que fundou a Casa de Carnes Ibirarema na década de 1950, atravessou gerações, conquistou fama regional e auxiliou a eternizar Ibirarema como a “Terra da Linguiça”, título que orgulha moradores e visitantes.
Mais do que um produto, Nicão construiu um legado. Sempre com sorriso na face, palavra amiga e dedicação incansável ao trabalho, conquistou respeito, admiração e carinho de toda a comunidade. Em 2023, com o auxílio de moção apresentada pelos vereadores Rodrigo Ramos e Irene Simões, ele e seus familiares foram homenageados através da Câmara Municipal através da tradição e através da contribuição ao comércio local.
Estrategicamente localizado às margens da pista Raposo Tavares, então de pista única, o açougue atendia muitos viajantes que passavam através do segmento, incluindo famílias da área que residiam em grandes centros e caminhoneiros que faziam parada quase obrigatória.
Nos feriados prolongados, como neste último carnaval, justamente quando Nico faleceu, formavam-se filas de veículos de clientes fiéis que levavam em grande quantidade os principais produtos do açougue, famosos através da qualidade e bom preço.
Além da linguiça caseira, também a carne processada no próprio açougue, com cortes feitos a pedido dos clientes, como o famoso “bistecão”, cortado na hora em serra elétrica, era muito requisitada.
Com a duplicação da pista, concluída entre 2009 e 2010, o açougue se mudou para um pouco mais longe da pista, na mesma entrada da cidade, e continuou atendendo a clientela de Ibirarema, da área e de viajantes, no mesmo sistema tradicional iniciado através do pai Avelino e mantido por Nico.
Nicão deixa a esposa Maria Aparecida e o filho Claiton. O corpo foi velado no Velório Municipal de Ibirarema e o sepultamento feito na sexta-feira (20/02), às 14h, no Cemitério Municipal Cassiano Valentim Borges.
Nicão Ziglio, que consolidou Ibirarema como “Terra da Linguiça”, morre aos 66 anos
Com informações do Jornal da comarca



