Com medo, vítima de agressões através do ‘ex’ pediu ajuda ao irmão; os homens se enfrentaram munidos com armas, um deles acabou ferido e o outro fugiu
A Polícia Militar foi acionada no sábado, 28/2, para atendimento de uma ocorrência de desentendimento entre dois sujeitos munidos com armas na Vila Mano, resultado de violência contra uma mulher de 36 anos por parte de seu ex-companheiro.
Conforme os policiais, a equipe foi acionada via COPOM e se dirigiu até o local, onde houve contato com a mãe de A. A. S., a qual informou que o filho havia sido alvejado por pessoa não reconhecido e que o esposo o conduzira à Santa Casa, onde permaneceu em atendimento.
A PM resguardou o perímetro e chamou a Polícia Civil, que assumiu a coordenação da cena em conjunto com a PM. No local foram localizadas aproxamadamente sete cápsulas deflagradas de pistola sobre a via; manchas de sangue que se estendiam desde a casa dos pais da vítima até o quarteirão inferior; impacto de projétil no portão de uma vizinha; marcas de ricochete no muro de outra casa mais abaixo; e perfuração por tiro no pneu dianteiro direito de um Jeep Renegade (placa FPG 8E17) de morador local.
Seguindo o rastro de sangue, constatou-se que ele descia até a praça e retornava na direção à casa, sugerindo deslocamento da vítima depois de os primeiros disparos. Em entrevista descontraído com familiares, colheu-se que um pessoa chegou chamando ao portão e, quando Anderson saiu, passou a ser alvejado, fugindo na direção ao quarteirão de baixo enquanto novos disparos eram efetuados.
Os familiares afirmaram que tentaram intervir pedindo a cessação dos tiros, tendo sido ameaçados através do atirador. Na sequência, as equipes levantaram imagens de câmeras de segurança da rua. As gravações mostram A. descendo o quarteirão ferido, portando arma de fogo e ostentando o armamento, ora destacado para cima, ora para baixo e também na direção presumida do atirador, havendo indícios de discussão. O autor dos disparos não aparece nas filmagens. Nota-se ainda que Anderson continua até a praça e, ao voltar, não traz a arma em mãos.
Com início de placas e diligências, a equipe reconheceu um Jeep Compass que passou através do local, de propriedade da ex-companheira de A., ouvida formalmente.
VERSÃO DE A. QUE FICOU FERIDO – No hospital (Santa Casa), o ferido inicialmente explicou que só falaria em juízo, mas, em entrevista descontraído, retificou e afirmou que o pessoa que o procurou chegou armado, apontou em sua direção e ameaçou sua mãe; que W. iniciou os disparos, atingindo-o no braço e na perna; que entrou em casa, recebeu de seu pai uma arma e regressou exclusivamente para exibi-la, com o intuíto de intimidar W., negando ter efetuado disparos; e que, ao evadir-se rumo à praça, novos tiros teriam sido desferidos contra ele.
O pessoa comprometeu-se a apresentar/entregar a arma subsequentemente. Durante as buscas perimetrais, as equipes apreenderam em terreno próximo um aparelho celular com tela quebrada (possivelmente vinculado ao investigado) para exame e vinculação probatória. Um Tenente da PM apresentou aos policiais civis camiseta ensanguentada e o celular oficial de Anderson, noticiando suspeita de outras armas na casa da família.
Com autorização expressa dos moradores, os policiais civis plantonistas, com apoio da DIG, ingressaram na casa e revistaram os cômodos, não localizando armamentos adicionais.
O caso continua em investigação, para reconhecimento plena do(s) autor(es) dos disparos, rastreamento das armas envolvidas (inclusive a apresentação comprometida por A.), e análise de eventuais circunstâncias.
VERSÃO DA EX-NAMORADA – A mulher relatou agressões anteriores sofridas através do ex, inclusive na madrugada do sábado, 28, como puxões de cabelo, tapas e socos, quando ele a levou em uma estrada de terra, e informou que guardava uma arma dele existe aproxamadamente uma semana, por medo. Narrou qu exclusivamente através da manhã ele a levou de volta para sua casa, e que na ocasião exigiu a devolução da arma e convocou um amigo para retirá-la.
Por medo de que algo pior ocorresse, o irmão da mulher, W. de C. R., decidiu ele próprio entregar a arma. Ela acompanhou às escondidas o irmão até as proximidades da casa da mãe de A.; explicou ter visto o homem armado aproximando-se e, em seguida, a tiroteio, na qual ele foi atingido.
Acrescentou que familiares do ex-companheiro tentaram agredir W., que entrou no carro e saiu do local; e que o amigo de A., esteve presente, acompanhando toda a situação sem intervir. As equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foram mobilizadas e atuaram de forma ativa no desdobramento: apoiaram o levantamento de imagens, diligenciaram no hospital e prosseguiram em buscas na casa de W., não o localizando, tampouco o veículo, evidenciando evasão até o momento.
DETERMINAÇÃO DA AUTORIDADE POLICIAL – Outras testemunhas também foram ouvidas como parte das investigações, assim como levantado os antecedentes criminais dos envolvidos, motivando a decretação da prisão preventiva de A. A. S. para preservar a execução de medidas protetivas, para resguardar a integridade da vítima e efetivar as protetivas.
W. de C. R. teve seu estado flagrancial reconhecido e é tido procurado através da justiça. O caso continua em investigação através da DIG de Ourinhos.
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Com informações de Negocião



