De acordo com o profissional, o valor seria usado para pagamento da folha salarial de aproximadamente 30 colaboradores
Um empresário de Ourinhos compareceu na última terça-feira, 3 de março, na Central de Polícia Judiciária, para registrar um boletim de ocorrência de estelionato, da qual foi vítima e perdeu quase R$ 100 mil. O profissional notou algo errado depois de tentar entrar sua conta sendo negado o acesso.
O Sr. M. F. da C., esteve na CPJ seguido de seu advogado, e informou que sua empresa preserva relacionamento bancário junto ao Banco do Brasil S/A, e que por volta das 8h00 da segunda-feira, 2, procedeu à consulta do saldo da referida conta corrente, não constatando qualquer anormalidade, e que por volta das 10h00 tentou novo acesso ao sistema bancário eletrônico, ocasião em que houve negativa de acesso.
Diante do acontecido, manteve contato telefônico com a gerente da conta, a qual informou que a senha fora bloqueada em razão da reconhecimento de movimentações atípicas, consistentes em cinco transferências realizadas na mesma data (02/03/2026).
Conforme informado através da representante da agência, cinco transferências foram feitas entre 8h39 e 8h46, nos valores de R$ 19.965,71, R$ 19.854,17, R$ 19.996,51, R$ 19.994,53, e R$ 17.200,21, totalizando R$ 97.011,13.
O declarante ressaltou que não reconhece as referidas transações, tampouco autorizou terceiros a efetuá-las, que jamais passou sua senha pessoal a terceiros, e que desconhece integralmente os favorecidos mencionados, que jamais os cadastrou como beneficiários na plataforma bancária.
Diante da contestação imediata, a vítima foi orientada através da instituição bancária a proceder à formatação do computador usado para acesso à conta, pedir o bloqueio das senhas e preencher o formulário denominado “Contestação de Débito – ROI”, o que foi feito de forma presencial junto à agência do Banco do Brasil de Ourinhos/SP, onde foi informado que a contestação será objeto de apuração interna, num período para resposta de 15 dias.
O profissional declarou ainda que o saldo mantido na conta corrente destinava-se ao pagamento da folha salarial de aproximadamente 30 colaboradores, sendo a empresa integralmente voltada à prestação de serviços e dependente da regularidade de seus empregados para manutenção de suas atividades, evidenciando que a indisponibilidade dos recursos conseguirá ocasionar grave prejuízo operacional, inclusive com risco de interrupção das atividades empresariais.
O representante manifestou o desejo de representar criminalmente em desfavor dos investigados que receberam as transferências.
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Com informações de Negocião



