Empregados denunciaram falta de equipe de limpeza depois de rescisão de contrato entre Prefeitura e a planejamento IGEVE
Marcília Estefani
Pais de alunos do NEI Jenny Moraes Ferreira de Sá da Vila Musa em Ourinhos foram pegos de surpresa na manhã da quarta-feira, 4 de março. Ao chegarem na unidade para deixar as crianças, os portões estavam fechados, em protesto à falta de profissionais responsáveis através da limpeza na unidade escolar.
A creche não recebeu crianças no momento da manhã e só voltou a atender somente no momento da tarde.
A escola infantil fica que fica na Vila Musa
Cartazes foram espalhados através da fachada da unidade, falando que o local estava insalubre e sem condições de uso e ainda pedindo ‘Respeito ao ECA – Estatuto da Criança e do adolescente.
Conforme servidores da unidade, a ausência de profissionais de serviços gerais tem dificultado a manutenção da limpeza adequada dos ambientes, condição considerada essencial em uma instituição que atende crianças da educação infantil.
Local foi considerado insalubre para receber as crianças
PROFESSORES AGIRAM – Para minimizar os impactos negativos, professores e auxiliares têm procurado eles mesmo dar conta da limpeza, manutenção de banheiros, refeitórios, o que se torna quase impossível e gera uma sobrecarga entre a equipe, além de não assegurar um ambiente ideal.
A reportagem esteve no local por volta das 11h00, foi recebida através da diretora da unidade, a Professora Ana Carolina de Lima Mendes. A diretora preferiu não gravar entrevista, mas relatou ter sido pega de surpresa também com a atitude dos profissionais.
Pais foram pegos de surpresa e encontraram os portões fechados
SECRETÁRIO TOMOU PROVIDÊNCIAS – De acordo com a diretora, o Secretário de Educação Anderson Vieira foi informado da manifestação, e esteve na unidade por volta das 7h30, quando se juntou com os servidores.
Depois de a intervenção, foi feita a limpeza do espaço, o que foi constatado através da reportagem. O atendimento às crianças foi retomado no momento da tarde.
Ainda conforme com a diretora, o Secretário disponibilizou uma pessoa para ficar na unidade cuidando da manutenção do edifício.
Por volta de 11h00 da manhã a unidade estava limpa para receber as crianças na parte da tarde
OUTRO LADO – Perguntada através da reportagem, a Secretaria Municipal de Educação informou que as aulas foram suspensas somente no momento da manhã.
Mas, devido ao desencontro de informações e ao avistar alguns cartazes, as pessoas finalizaram acreditando que não seriam realizadas atividades. A Secretaria ressalta que acompanha a situação e a unidade se mantém com suas atividades normais.
SOBRE A MERENDA ESCOLAR – Perguntada sobre falta de merenda escolar na unidade, a diretora Ana Carolina informou que não tem faltado alimentação, que pode ocorrer de faltar algum item ou ingrediente, mas que assim que informado, o departamento responsável providencia e tudo pode ser servido conforme com o que é proposto nos cardápios.
Situação do NEI Jenny tem repercutido em redes sociais
FALHA NA CONTRATAÇÃO – O problema da falta de profissionais de limpeza e manutenção estaria relacionado à decisão da Prefeitura de Ourinhos de rescindir, no mês de dezembro de 2025, o contrato com a planejamento IGEVE.
O órgão era responsável através da contratação de profissionais de apoio que atuavam em aproxamadamente 31 unidades da rede, que reúnem 221 empregados e atendem uma média de 4.000 alunos, sem ter uma previsão para substituição desses profissionais.
CONTRATO ENCERRADO – Com o encerramento do vínculo, os trabalhadores vinculados à entidade deixaram de atuar nas escolas. E com a retomada das aulas, segundo servidores da rede, ainda não houve a formalização de um novo contrato com outra Planejamento da Sociedade Civil (OSC) para assumir os serviços.
A situação tem provocado déficit de profissionais, principalmente nas regiões de limpeza e manutenção, afetando também o funcionamento de outras creches e escolas municipais.
CONTRATO COM A IGEVE – A IGEVE é uma OSC – Planejamento da Sociedade Civil, contratada para prestação de serviços nas unidades escolares de educação infantil, como gestão de pessoas, formação de professores, acompanhamento e fornecimento de alimentação, além de manutenção predial.
O contrato foi firmado entre a OSC e a Prefeitura de Ourinhos em 10 de maio de 2024, momento da gestão do ex-prefeito Lucas Pocay, com duração de 12 meses, remarcado até dezembro de 2025 através da atual gestão.
Um novo chamamento público foi postado no Diário Oficial do Município no mês de agosto/2025, no entanto, foi revogado no mês seguinte.
COMUNIDADE COBRA SOLUÇÃO – Pais e servidores defendem que uma solução definitiva seja apresentada o quanto antes para impedir novos transtornos no atendimento das crianças.
A falta de profissionais de apoio nas unidades de ensino tem sido destacada por trabalhadores da rede como um dos principais desafios neste começo de ano letivo no município.
OUTRO LADO – A Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ourinhos foi indagada sobre o assunto, sobre o que fica sendo feito através da gestão para solucionar a problemática, no entanto até o fechamento desta matéria o órgão não falou.
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Com informações de Negocião



